Dirigente do Flu diz que protesto tem cunho político: 'É triste, é feio'
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da bet vitoria: Os torcedores que protestaram no treinamento desta terça-feira, nas Laranjeiras, não perdoaram jogadores como Fred, Gum, Antônio Carlos e Diego Cavalieri o técnico Enderson Moreira e também o presidente do clube, Peter Siemsen, e o vice de futebol tricolor, Mário Bittencourt. Chateado com essa situação, Bittencourt considerou o caso como orquestrado de um grupo isolado.
– O protesto tem outros interesses. Teve protesto contra o Diego Cavalieri. Isso é um absurdo. Críticas ao presidente e a mim, óbvio que isso tem cunho político. O Fluminense já viveu situações bem piores e não passou por isso. Quando contratamos o Ricardo Drubscky (técnico) houve invasão na minha sala. O torcedor comum está triste, está sofrendo, mas está apoiando. A situação é ruim, mas está longe de ser de 2009 (ano que o time quase foi rebaixado) – disse, acrescentando.
– Não vou me alongar no assunto. É triste, é feio, mas infelizmente a gente ainda passa por essas situações no Brasil. Sinto por todo o grupo que está aqui trabalhando. Isso aqui é um local de trabalho. Jogadores treinaram em situação de tensão, que pode nos atrapalhar no jogo desta quarta-feira. Não vou generalizar a nossa torcida, isso é uma parte muito pequena. Não sou contra protesto pacífico, mas a partir do momento que percebe que o protesto tem uma outra intenção, de não apenas reclamar do time, a gente fica triste. Se dessem a mesma gana nos problemas políticos, o país seria melhor. Não estou mandando recado para ninguém, mas não vou deixar de atender ao Fluminense – emendou.
Por causa dos problemas, a diretoria do Fluminense estuda tirar os próximos treinamentos das Laranjeiras ou até mesmo montar um esquema especial para que episódios como o desta terça-feira se repitam. Por enquanto, a atividade de quinta segue marcada para as Laranjeiras.
– Imaginávamos que fosse ter um protesto pacífico. Estar preparado para a violência é sempre complicado. Tem coisas que você não consegue prever. Vale lembrar o 11/09 nos Estados Unidos, país que mais se preocupa com segurança. Mas sem dúvida a gente tem que começar a proteger as pessoas, não apenas os jogadores. Pagam os justos pelos pecadores. Muita gente vem ao treino incentivar. Vamos estudar medidas dentro da própria Laranjeiras. Infelizmente, em razão de alguns poucos, muitos vão sofrer em não poder ver os jogadores treinando no clube – encerrou.
Nesta quarta-feira, o Fluminense volta a campo contra o Palmeiras, às 19h30, no Maracanã, pela 26ª rodada da competição. Com 34 pontos, o Tricolor, que fechou o turno no G4, despencou na tabela e agora está em 11º, sete pontos do grupo de classificação à Copa Libertadores da América e também da zona de rebaixamento.